Chupeta: a malvada substituta da mama

Faço parte de imensos grupos de parentalidade, no facebook. Juntei-me a eles quando estava grávida, para tentar acalmar o meu coração e esclarecer as inseguranças. Alguns são bons, alguns muito bons e alguns deixam muito a desejar (eu sei, já devia ter abandonado estes últimos).
Recentemente vi uma publicação sobre o uso de chupeta e, apesar de eu não ser extremista em nada e tentar não dar a minha opinião em assuntos polémicos, deixei a minha opinião neste (na publicação original e não na partilha no grupo) e que transcrevo abaixo.


Eu acho que as coisas não são nem tanto ao mar nem tanto à terra. Sou uma mãe preocupada, presente e muito ligada à minha filha. Evito ao máximo dar-lhe chupeta. Mas para meu bem estar (permitam-me ser egoísta, pq eu se não estiver bem, ela também não estará), dei-lhe chupeta na primeira noite. E ela usa apenas a chupeta quando tem sono e assim q adormece larga. Eu e o pai também falávamos em não dar chupeta, contudo, há uma diferença entre o que pretendemos e o que conseguimos. Acho fantástico quem consegue evitar a chupeta. Todavia, quem não conseguiu e usa de forma consciente, não quer simplesmente calar o bebé como refere o texto. 

Imagem retirada do site
https://www.egobox.com.br/produto/chupeta-engracada-divertida-ortodontico-bebe-frete-gratis/4719

As opiniões sobre as coisas parecem tão absolutas, sem dar espaço a considerações. Parece que as redes sociais trouxeram espaço à desinformação. Ou é ou não é, não existem meios termos. Então agora sempre que der chupeta à minha filha, estou a tentar calá-la?

Eu dou-lhe atenção, brincamos, dou colinho e miminho para adormecer, canto para ela, conto histórias, etc. Tem 7 meses e vive cheia de amor. Contudo, de cada vez que lhe dou a chupeta, estou a tentar calá-la... Como se isso resultasse, sequer! Bebé que está incomodado, não se cala sem ter o problema resolvido.

Na mesma publicação diz que 'a chupeta é para acalmar o adulto'. Ora, aí estamos de acordo. Com certeza que é, da mesma forma que o seria se fosse a mama. É para acalmar o bebé e em segunda linha, a nós, pais, que entramos numa espiral de stress da qual não sabemos sair, porque também não sabemos o motivo que originou.
Só porque é uma tetina de borracha, modifica a intenção? Ou por ser o mamilo dorido da mãe cansada, tem mais valor (em pesos e medidas de mártir) e já não funciona para calar o bebé, mas como conforto para o bebé? E todos esses nomes bonitos que dão à mesma ação...

Tantas teorias sobre apoiar mães e depois atacamo-las subtilmente. Quantas mães não ficaram a pensar neste tópico e a culpar-se porque tentaram "calar o bebé" com a chupeta. Somos mães, não mártires. A partir do momento em que algo deixa de ser viável para o nosso bem-estar, devemos repensar alternativas.

No meu caso: podia dar mama em vez de chupeta? Podia, mas optei por não o fazer. Era desgastante e a mama sempre serviu o seu feito, dar-lhe o alimento. Para chuchar tinha a chupeta. Nos primeiros dias ela vivia pendurada na mama e isso não estava a ser eficaz, pois deixava-me extremamente cansada e eu já estava em desgaste físico e psicológico excessivo.

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