13 de janeiro de 2017

Cancro: a peste negra do século XXI

Porque é o cancro a doença da moda?

http://bit.ly/2jLOE55

A peste negra do século XXI não está com meias medidas e já deixou de ser seletiva. Abrange qualquer faixa etária, género e estilo de vida. Tornou-se mais ofensiva e voraz. Mais dolorosa e veloz. Antes era mais comum em idosos. Hoje em dia são crianças que sofrem desde o seu nascimento até ao dia da partida com uma doença que não pediu licença para entrar, são personal trainers, com estilo de vida saudáveis e alimentação dita correta, são jovens cuja a única dificuldade seria enfrentar o mundo com borbulhas no rosto*
E mais preocupante que isso: as pessoas parecem aceitar o seu fado sem resistência. As expressões mais utilizadas são "todos temos de morrer um dia e "o que posso fazer?"
Como assim, "o que posso fazer"? Se visse um carro a vir na sua direção não se desviaria? No limite, até levar o condutor à polícia seria uma hipótese... Então porque é que não nos desviamos deste mal que tantas vidas tem levado de forma injusta?



Somos manipulados todos os dias, como se estivéssemos numa gigante experiência, em que nos dão cosméticos e produtos de higiene pessoal, produtos alimentares entre muitas outras coisas, que contém produtos cancerígenos e que degradam a nossa capacidade de desenvolvimento e esperam para ver se alguns desses químicos de nomes complexos nos fazem mal...´

Vejam este vídeo, que está em Inglês e tem legendas em Português e fiquem a saber mais sobre a indústria de cosméticos: Vídeo sobre a indústria de cosméticos

Qualquer pessoa pode meter o que quiser num frasco de champô e dizer que é natural, porque não há legislação que controle isso. A comida tem corantes, conservantes, controladores de acidez, entre muitos outras palavrões que são aditivos usados para conservar, dar aroma, adoçar ou dar consistência à comida. Nunca se questionaram pelo facto de as maçãs serem todas do mesmo tamanho e tão brilhantes que até a Branca de Neve dos tempos modernos sucumbiria de novo? Essas maçãs levam um composto químico semelhante aos sacos plásticos que até poderíamos desculpar por ser em pequena quantidade, mas que na verdade se torna em quilos ao fim de alguns anos a comer maçãs ou outras frutas. Daria um saco de plástico ao seu filho/mãe/irmã/namorado para comer? ver vídeo

Os animais de consumo são criados apenas com esse fim, serem explorados e servirem de alimento. Sofrem em todo o seu curto espaço de vida, são alimentados a hormonas e antibióticos e a carne carrega o peso disso e do stress e tristeza que o animal passa. Ao fim de 15.400 litros de água e 7 kg de grão de ração animal, feita de cereais e restos de outros animais, um belíssimo quilo de carne está pronto a ser servido. Voilá! Un plat de bonnes choses!




E se falasse da Monsanto, estaria aqui horas a dar-vos motivos para o cancro ser a doença da moda, mas deixo-vos a responsabilidade de lerem sobre esta empresa, não só no link que se segue, mas em tudo o que consigem descobrir - Monsanto na Wikipédia



Se tudo à nossa volta é geneticamente modificado, as nossas mentes são manipuladas... o que levaria o nosso corpo a não se modificar também?

Já todos vimos que a super deliciosa manteiga de cacau Nutella será retirada do mercado por ter substâncias cancerígenas. O óleo de palma, que está presente em grande parte das bolachas que comemos, não é só responsável pela degradação da saúde, mas também pela desflorestação e morte de muitos animais.

Por tudo isto, faça escolhas acertadas na hora de comer e na hora de mimar o seu corpo. Varie mais nas suas refeições, prefira vegetais e frutas em detrimento de carne, ovos e lacticínios. Use produtos que não são testados em animais e que estão livres de químicos cujo o nome nem somos capazes de dizer.
Reduza o consumo de produtos animais, que facilmente são substituídos por feijão e outros. Dedique-se mais à cozinha e a fazer deliciosos pratos sem carne. Deixe o telemóvel afastado do seu corpo sempre que possível. Faça compras em mercados locais e biológicos. E leia mais, sobre o que se passa no mundo.

Decidi escrever este texto depois da morte do pai de uma colega de trabalho, que desde o momento em que recebeu a pesarosa notícia até ao dia em que morreu, teve direito apenas a um mês de vida, de dores e de mágoa. É difícil não nos deixarmos levar pelos sentimentos e pelos medos perante estas situações...
Votos de muitas leituras e deixem o vosso feedback aqui no blog.



*Rui Veloso - Não há estrelas no céu




2 de janeiro de 2017

Politicamente (in)correto

Ao que parece, agora, temos de ser cautelosos naquilo que dizemos para não ferir suscetibilidades.
Somos todos de vidro e não podemos ouvir verdades!

Ridículo...

Tenho ouvido diversas vezes que sou rude, perco trabalhos na noite por causa disso (sim, trabalhos em discoteca e afins, porque nos trabalhos a sério, as pessoas também falam a sério e não se importam com paninhos quentes) e já me disseram que foram maltratados só porque levaram recado.

http://bit.ly/2hQztD9


Estamos na era do politicamente (in)correto, em que fingimos ser uma coisa e dizemos o contrário do que queremos na verdade dizer. Tudo para agradar aos demais! As amigas fazem declarações no facebook e falam mal na ausência da pessoa em questão, os empregados desgostam do que são mandados fazer, mas não reivindicam, dizem-nos coisas que nos magoam e nós vamos para casa auto-flagelar-nos.

Valham-nos os empregados de café que nos servem contrariados, sem um sorriso e ainda olham com desdém se tentámos ser simpáticos. O meu primeiro trabalho foi como empregada de mesa (e o segundo, o terceiro etc) e jamais servi alguém sendo mal educada. Não temos que fazer fretes, mas temos que nos adaptar ao tipo de serviço em que estamos. Aqui, pecam os clientes que nada dizem. 

http://bit.ly/2ikPGUG


Há uns tempos recusei ouvir uma história que tinha sido precedida de uma discussão. Um tema sem interesse, cujas intervenientes estavam bêbedas e nenhuma tinha razão. Recusei de forma simples. Uma, duas, três vezes. À quarta o meu tom de voz foi incisivo e rematei com um argumento que resumia o tema. Fui crucificada! 
Se fosse algo de vida ou morte, se fosse uma amiga minha, se eu tivesse sido testemunha, faria sentido que me pedissem opinião. De resto, não faço fretes. Nem aceno com a cabeça e finjo que estou a ouvir. 

As palavras ferem, é certo e eu não defendo que as coisas sejam ditas de forma gratuita. Não vamos sair por aí a insultar as pessoas só porque não gostámos delas ou não vamos com a cara delas. As coisas têm de ser ponderadas, obviamente. Todavia, agora que temos liberdade de expressão, que tanto nos custou a ganhar, vamos andar a fazer fretes só porque não sabemos dizer não? Ou porque queremos que as pessoas nos aceitem, mesmo que seja à força de uma imagem que não corresponde à nossa?

Amigos verdadeiros zangam-se, ficam sem falar, dizem coisas menos boas, mas sempre com as melhores das intenções e depois volta tudo ao normal. Por isso, digam o que têm que dizer.
Os outros, são os outros e se não trazem nada de novo à tua vida, então não tens que ser palermamente correto para agradar.