28 de dezembro de 2016

Is it a boy or is it a girl? A freima das barrigas

Há umas semanas mandei mensagem a uma amiga a dizer que tinha uma novidade fantástica para lhe contar e que estava muito feliz com isso. Ela, impaciente, ligou-me de volta e antes que o fôlego lhe faltasse, perdida de entusiasmo perguntou-me se eu estava grávida...

Foto: http://bit.ly/2gLo0ad


Depois de um fim de semana de espancamento por parte da minha família, que acha que estou a ficar velha para ter filhos, aquela chamada caiu que nem bomba. Achei que a devia desamigar... (Pronto, já a perdoei)

Ver vídeos no youtube é o mesmo que procurar um motivo para motim. Os anúncios são sempre relativos a testes de gravidez, fraldas e roupas de bebé e cremes depilatórios. Que é o mesmo que dizer, engravide, mas não fique peluda!!
Os banners são de descontos em cadeiras de criança para o automóvel ou "20% em fraldas"...



Queridos parceiros de marketing, verifiquem bem as minhas pesquisas, porque não faço busca de temas deste género!! E fixem que os tempos mudaram, por isso, estar entre os 20 e os 30 não é sinónimo de estar desesperadamente à procura de engravidar. Por mim, os banners podiam ser todos relativos a viagens, cidades, monumentos e tudo o que esteja relacionado com turismo e marketing digital.

Ligar para alguém e dizer que tenho uma novidade passou a ser uma frase tabu, porque a pergunta seguinte é sempre "estás grávida?". Dizer que tenho vontade de comer algo especifico ou que estou enjoada, idem!

Mas que raio de passa na cabeça das pessoas para neste momento acharem que é hora de eu lhes ligar a dar esta novidade? Já alguém ponderou que eu posso não querer ter ou que tenha algum problema de saúde que impossibilite tal feito? (ha-ha, a partir de agora, quem leu isto será mais cauteloso)

Posto isto, informo que é menino e se chama Príncipe! 

Votos de muita prática para a perfeição na hora de conceber o bebé!



26 de dezembro de 2016

Bipolaridade Natalícia

Quando somos pequeninos o Natal é um momento mágico, cheio de surpresas, mesa cheia, família reunida, muitos presentes para desembrulhar. Orgulho-me de dizer que tive noites de natal lindas, cheias de amor, com cheirinho a canela, rabanadas e leite creme da minha avó, o melhor leite creme que alguma vez comi.

Hoje em dia, o Natal é triste. É um tremendo esforço em tornar a noite animada para o meu pequeno amor de 9 anos e animar o meu círculo mais próximo, aquele que foi durante anos o meu agregado familiar.

Quando era eu quem tinha 9 anos, quer passasse o Natal com a minha mãe ou com o meu pai, tudo era fantástico. Reuniamo-nos em casa de alguém, as pessoas cantavam, assistiam a filmes, comiamos até não conseguir respirar mais, e quando havia espaço para inspirar e expirar novamente, também era sinal que já dava para comer mais uma fatia de bolo rei. 

Hoje em dia, as pessoas estão mais velhas, com menos paciência, com menos dinheiro para gastar e por mais opções que eu tenha, decido sempre passar no mesmo sítio, com a consequência de ter um jantar de 10 minutos, uma corrida apressada à mesa dos bolos e a entrega da prenda ao meu avô, que é mais rápido que o Obikwelo na hora de se ir deitar.


Durante anos fui fazendo memórias únicas e bestiais, de momentos de partilha polvilhados a canela, açúcar, dedicação e animação.


Hoje em dia, essas memórias só causam dor, porque nada é como era antes. O farrapo velho já não tem sabor, as pessoas querem se ir deitar o mais rápido possível, a música foi substituída por discussões, o importante é despachar a consoada antes das 22 horas, a minha avó já não faz leite creme como antigamente, os sonhos são comprados na confeitaria já nem a minha tia manda as rabanadas de vinho doce como antes. 

Eu adoro o Natal, mas eu odeio tanto o Natal!




28 de novembro de 2016

Floresceu a cerejeira da escrita

Curiosamente, exatamente 2 anos depois da minha última publicação, estou de volta. Não foi propositado, apenas senti saudades de expressar o que me vai na alma. Senti esta enorme urgência de escrever. Mas escrever para ser lida.

Um dia alguém decidiu que teríamos de viver apenas para trabalhar e seremos bem sucedidos e de repente, fui apanhada no emaranhado do trabalho, dos estudos, da rotina de casa... Achei que estava na altura de abandonar o meu projeto pessoal, porque não conseguia escrever de forma assídua. Iniciei Mestrado em Marketing Digital, comecei a trabalhar em algo que me preenche (principalmente o tempo) e que me tem dado uma bagagem única e puff...perdi-me! Alguma coisa tinha que ficar para trás...

O problema é que durante estes 2 anos cresci, aprendi muito e  estou a sufocar em palavras e assuntos não ditos.Por isso, sejam bem-vindos e aguardem novidades. Tentarei atualizar o blog a cada segunda-feira e espero que passem por cá e comentem! Dêem a vossa opinião sobre cada tema! Ajudem-me a expandir a minha mente. 


Quando falamos, apenas repetimos o que já sabemos. Mas, quando escutamos, abrimos a possibilidade de aprender algo novo.” (Dalai Lama)